Mostra BR 5

Fantasmas, de Jean Paul Civeyrac

Não sei muito o que dizer sobre esse filme. A idéia de trabalhar com a tênue diferença entre "estar vivo" e "estar morto" (visto que não há nenhuma evidência de ambas as partes para termos total certeza desses ou outros estados possíveis) é bacana, mas a película em si é um pouco cansativa. De qualquer forma o final poético é bonito, com imagens lindissímas, mais que o grosso do filme.

Os solitários, de Jean Paul Civeyrac

Mesmo diretor, mais uma vez a idéia da morte, mas dessa vez pela via do amor, da dor da memória do amor (esta idéia estava presente em Fantasmas mas, para mim, não era o mote central). Tive a sorte de pegar uma sessão em que o próprio diretor estava presente e fez uma fala introdutória sobre a produção do filme, sua filiação com o fantástico por um viés não norte-americano etc. E é bem isso: o sobrenatural, as relações humanas cotidianas em escala transcendente. De qualquer modo, bem melhor que o longa é o curta apresentado anteriormente. Pena que eu não me lembro do nome...

Brand upon the Brain, de
Guy Maddin

Filme visto quase sem querer que super valeu a pena: história quase policial cheia de elementos estranhos, uma história fantástica que guarda uma série de relações com vários temas sérios e discutíveis como opressão, sociedade disciplinar, a super-valorização da ciência, a formação do sujeito, o amor e suas barreiras (ou não). E, além de tudo, é divertido, com efeitos bem interessantes! Gostei bastante, só lamento não ter visto a apresentação do Sesc Pinheiros com direito a efeitos sonoros ao vivo e a narração de Marília Gabriela (sim, o filme é de 2007 e é mudo!)

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